O St3ve e o Nunes têm andado aqui ‘picados’.
Não me compete ser nem conciliador, nem árbitro, nem sequer agitador. Penso que devemos sobreelevar o facto de terem querido partilhar com todos nós os seus pontos de vista. Ainda bem que assim o fizeram, com respeito e tolerância, ainda que com força na expressão dos argumentos invocados.
Provavelmente, ambos terão razão, ou razões e não importa traçar aqui uma bissectriz da razão certa ou mais certa porque, essa, ninguém a consegue definir com justiça absoluta. Porque as razões, as ‘nossas’ razões, no juízo que formulamos, parecem-nos sempre as mais válidas e julgar os outros parece sempre mais fácil do que fazer um auto-exame. Que é difícil e não assegura a imparcialidade em causa própria.
Não me compete ser nem conciliador, nem árbitro, nem sequer agitador. Penso que devemos sobreelevar o facto de terem querido partilhar com todos nós os seus pontos de vista. Ainda bem que assim o fizeram, com respeito e tolerância, ainda que com força na expressão dos argumentos invocados.
Provavelmente, ambos terão razão, ou razões e não importa traçar aqui uma bissectriz da razão certa ou mais certa porque, essa, ninguém a consegue definir com justiça absoluta. Porque as razões, as ‘nossas’ razões, no juízo que formulamos, parecem-nos sempre as mais válidas e julgar os outros parece sempre mais fácil do que fazer um auto-exame. Que é difícil e não assegura a imparcialidade em causa própria.
Por outras palavras, a razão nunca está só de um lado e estará aqui, neste caso, seguramente, também repartida pelos dois lados. Em que proporção não sei, nem vou cair nesse erro.
O St3ve, porque a mãe concorreu nas listas do PSD e depois, com a saída intempestiva do Sr. Arnaldo Caxias, assumiu a liderança da Junta, pelo mesmo partido, tendo concorrido mais tarde pelo PS, liderando até hoje a Junta de Freguesia de Martinchel.
Para ele, a mãe quis servir a sua terra e as suas gentes e, seguramente, terá seguido aquilo que considerou serem os melhores interesses para que, com as ‘suas’ razões, pudesse continuar a dirigir a freguesia.
O Nunes vê as coisas numa linha mais programática, doutrinária. Para ele, quem concorre por um partido deve rever-se minimamente nele e não será simpático andar a ‘mudar de camisola’ a troco de umas obras na freguesia.
Terá a sua razão também.
O problema é que se não tivesse mudado do PSD para o PS, provavelmente, teria havido menos investimento na freguesia de Martinchel.
Dou 2 exemplos. No anterior mandato, São Miguel do Rio Torto não tinha praticamente execução de obra. Era do PSD. Para Alvega havia imensos projectos, nomeadamente a praça central para requalificar. Era do PS.
Após as eleições de 2005, São Miguel mudou para o PS e as obras são mais que muitas; ao contrário, Alvega mudou para o PSD e para conseguir alguma coisa, só com muito esforço e lutando contra inúmeras adversidades.
Esta forma de actuar, por parte dos dirigentes do PS, em Abrantes, é que conduzem a uma aparente ‘mercantilização’ da política. É este ‘jogo da cenoura e do burro’ que leva a que pessoas mudem para o partido da situação, de modo a beneficiar de mais umas obritas nas suas terras.
Há quem resista aos apelos da maioria – as abordagens, calculo eu, devem continuar a existir – e há quem não valorize tanto a fidelidade a um símbolo, a um logótipo, a uma bandeira e, simplesmente, nos transmita a sensação – a nós, que acreditamos que os candidatos deveriam estar nas listas dos partidos por se identificarem com os mesmos – de trocarem convicções por conveniências.
O St3ve, porque a mãe concorreu nas listas do PSD e depois, com a saída intempestiva do Sr. Arnaldo Caxias, assumiu a liderança da Junta, pelo mesmo partido, tendo concorrido mais tarde pelo PS, liderando até hoje a Junta de Freguesia de Martinchel.
Para ele, a mãe quis servir a sua terra e as suas gentes e, seguramente, terá seguido aquilo que considerou serem os melhores interesses para que, com as ‘suas’ razões, pudesse continuar a dirigir a freguesia.
O Nunes vê as coisas numa linha mais programática, doutrinária. Para ele, quem concorre por um partido deve rever-se minimamente nele e não será simpático andar a ‘mudar de camisola’ a troco de umas obras na freguesia.
Terá a sua razão também.
O problema é que se não tivesse mudado do PSD para o PS, provavelmente, teria havido menos investimento na freguesia de Martinchel.
Dou 2 exemplos. No anterior mandato, São Miguel do Rio Torto não tinha praticamente execução de obra. Era do PSD. Para Alvega havia imensos projectos, nomeadamente a praça central para requalificar. Era do PS.
Após as eleições de 2005, São Miguel mudou para o PS e as obras são mais que muitas; ao contrário, Alvega mudou para o PSD e para conseguir alguma coisa, só com muito esforço e lutando contra inúmeras adversidades.
Esta forma de actuar, por parte dos dirigentes do PS, em Abrantes, é que conduzem a uma aparente ‘mercantilização’ da política. É este ‘jogo da cenoura e do burro’ que leva a que pessoas mudem para o partido da situação, de modo a beneficiar de mais umas obritas nas suas terras.
Há quem resista aos apelos da maioria – as abordagens, calculo eu, devem continuar a existir – e há quem não valorize tanto a fidelidade a um símbolo, a um logótipo, a uma bandeira e, simplesmente, nos transmita a sensação – a nós, que acreditamos que os candidatos deveriam estar nas listas dos partidos por se identificarem com os mesmos – de trocarem convicções por conveniências.
Isto é que é grave e são estes comportamentos discricionários terão de ser combatidos. Sempre. Seja lá quem for que governe. A bem da ética e da elevação dos bons princípios e dos bons costumes.
Não sei se ajudei ou se, pelo contrário, espicacei alguém. Pretendia apenas dar a conhecer o meu ponto de vista sobre esta troca de argumentos neste espaço da blogoesfera. Fico orgulhoso por termos uma comunidade – ainda que restrita – que começa a interagir com os autores locais de blogues.
Não sei se ajudei ou se, pelo contrário, espicacei alguém. Pretendia apenas dar a conhecer o meu ponto de vista sobre esta troca de argumentos neste espaço da blogoesfera. Fico orgulhoso por termos uma comunidade – ainda que restrita – que começa a interagir com os autores locais de blogues.