segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Nova estratégia para a Abrampolis - II

Afinal, no post que aqui coloquei no dia 15.11.2005, fui pouco preciso.
Tenho de corrigir...
Aqui escrevi então que "agora, finalmente, após as eleições e a tomada de posse de nova equipa gestionária no Município, ficámos a saber que a Abrampolis vai inflectir a sua estratégia e vai dedicar-se a outro tipo de actividades, mais viradas para a criação de riqueza, o aproveitamento de nichos de mercado específicos, nas áreas do turismo, do lazer e não só. Manterá uma vocação imobiliária mas não exclusiva".
Mais devagar!
Parece que não é assim. Para já, essa é só uma posição individual do Arqº Albano Santos. Isso mesmo fez hoje questão de transmitir o vereador Pina da Costa, para acrescentar que ainda não se pronunciou quanto à sua posição em face de uma eventual alteração de estratégia na gestão da Abrampólis.
Por outras palavras, o Presidente do Conselho de Administração da empresa pensa de um determinado modo mas não é líquido que os demais membros do Conselho de Administação e igualmente vereadores Pina da Costa e Isilda Jana pensem do mesmo modo. Ou que pensem de modo contrário. Para já, não dizem o que pensam ou não pensam sequer.
Em face do "recado" que recebi, aqui fica a correcção, num registo suave, para não perturbar o "bom relacionamento institucional".
Fui incorrecto. Tomei a nuvem por Juno. Peço desculpa aos leitores deste espaço.
Mas o meu pensamento, a minha crítica e a minha reflexão prevalece, existe e está para durar.

Citação 01

Às vezes, dizem-me que o modo de ver o Mundo que transmito, no dia a dia e no meu posicionamento partidário não é o correcto. Que há um só modo de ver o futuro do concelho ou, pelo menos, um modo mais correcto, a julgar pela expressão dos resultados eleitorais em Abrantes.
Nunca concordei e nunca me resignei. Posso não prevalecer mas não deixo de estar convencido de estar do lado certo da razão. Pelo menos, na minha maneira de ver as coisas.
Lamento não ir em "rebanho" atrás do pastor. Sinto que o futuro nos trará os espinhos da rosa, as agruras de um modelo errado e desaconselhável para Abrantes.
Posso estar mais moderado mas não mudo de postura nem na maneira de ver as coisas e assumir as posições que têm, no momento certo, de ser assumidas.
Há quem me dê razão.
"O homem razoável adapta-se ao mundo; o homem que não é razoável obstina-se a tentar que o mundo se lhe adapte. Qualquer progresso, portanto, depende do homem que não é razoável".
- Bernard Shaw, retirado do "Citador".

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Microsoft investe em Portugal

A notícia não me surpreende porque não é nova.
Quando o Professor Cavaco Silva foi a Vila de Rei para ser homenageado, em breves palavras trocadas com Carlos Pinto, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, fui por ele informado de que a Microsoft iria investir em Investigação & Desenvolvimento em Portugal, concretamente na Covilhã, um concelho que se vê e sente estar em pleno desenvolvimento e progresso, numa base consolidada, apostando a sério na criação de riqueza.
Não sei se é este, em concreto, esse investimento de que falámos. Talvez mas, para o focus do meu pensamento, iso agora não importa.
Hoje, o Sapo traz-me mais novidades.
Cito só o 1º parágrafo: «Concretizando uma promessa de longa data, a Microsoft Portugal anunciou hoje a criação do primeiro centro de Investigação e Desenvolvimento no domínio da fala e linguagem natural no mundo. O Centro fazia parte de um projecto patrocinado pelo ministro José Mariano Gago e acordado com Bill Gates quando este esteve em Portugal, em 1998.»
Poderíamos ser tentados a supor que o investimento poderia recair no nosso Pólo Tecnológico. Mas não...
Porquê? Porque é que o investimento por cá é tão ténue?
Porque é que o investimento neste concelho é mais público, em obra não reprodutiva, que compromete o nosso futuro, do que em capital multiplicável?
João Paulo Girbal, Director Geral da Microsoft Portugal, em declarações que surgem na peça noticiosa apontada «prevê que sejam investidos directamente no centro 10 milhões de euros nos próximos cinco anos, criando pelo menos 25 postos de trabalho directos e cinquenta indirectos».
Grão a grão enche a galinha o papo. Por cá, talvez para prevenir uma eventual pandemia da gripe das aves, nem papo, nem galinha, nem milho.
«E esta, hein?», diria o saudoso Fernando Pessa.

PSD com vantagem ligeira sobre PS

A notícia vem na TSF-Oline de hoje. Talvez também venha no DN.
"O PSD surge com uma vantagem de três pontos percentuais de vantagem sobre o PS, indica o Barómetro DN/TSF/Marktest. Como terceira força política mais votada aparece agora o PCP. Já Marques Mendes aparece com uma ligeira desvantagem em relação a José Sócrates em termos de popularidade."

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Sempre actual: os tempos não mudam

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Portugal tem futuro? Não é isto já uma herança, um código genético colectivo?